Grounding, algumas considerações
- 24 de abr. de 2020
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Atualizado: 22 de jun. de 2020

O termo grounding, refere-se à nossa relação com o chão, com aquilo que nos rodeia. Quando temos chão, estamos enraizados, estamos seguros das decisões que tomamos, estamos confiantes e satisfeitos connosco.
De uma forma simples, o grounding permite-nos aliviar toda a energia em excesso de forma a permitir que nova energia tenha espaço para entrar. Permite-nos ampliar a conexão entre o mundo interno e o mundo externo, ampliar a consciência do Eu no Mundo.
Para Alexander Lowen, grounding é estar em contacto com a realidade, com o chão, com os próprios pés e pernas, estar seguro, mais centrado para poder sentir toda a intensidade da vida.
A vida moderna, pela sua agitação, tende a levar os indivíduos para um lugar interno de grande angústia e ansiedade que, muitas vezes, se torna insuportável. Um indivíduo pode fragmentar-se, entrar em pânico ou em depressão.
Estar em grounded, é oposto a estar suspenso, na ilusão, fora da realidade. Estar com os dois pés no chão é uma expressão popular que significa estar em contacto com a realidade. É necessário que a energia da pessoa flua até aos pés para que o contacto com o chão seja, de facto, revigorante. Quanto mais em contacto com o chão, mais o indivíduo consegue colocar-se no seu lugar, mais carga consegue suportar e com mais sentimentos consegue lidar.
Winnicott, diz-nos que no início da vida do bebé, a mãe tem duas funções, a de proteger contra a invasão excessiva vinda do exterior e a de cuidar que a criança não fique inundada pelo seu próprio desconforto interno. A mãe suficientemente boa, ajuda o bebé a manter o seu equilíbrio interno, funcionando assim como um ground para a sua relação com o mundo. Assim, o suporte e apoio (holding) adequados na infância ajudam a desenvolver um bom grounding em adulto.
Fonte: analisebioenergetica.com

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